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Por que é importante falar o que sentimos?

  • Foto do escritor: Carina  Sá
    Carina Sá
  • 18 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de jul. de 2025



mulher sentada sozinha pensativa
mulher pensativa

As experiências mais delicadas e que nos trouxeram sofrimento, são as mesmas que muitas vezes evitamos falar ou tentamos esquecer. Buscamos de todas as formas nos proteger de tudo que nos remete a essas experiências, já que o sofrimento dói.


Mas quando experiências se tornam emocionalmente “mal resolvidas”, elas ainda sim nos deixam feridas, e essas muitas vezes nos acompanham por toda a vida, trazendo também o temido sofrimento.


Poder falar sobre o que se sente costuma ter um importante papel no cuidado dessas feridas. Ao falar a uma outra pessoa, passamos pelo processo de organização de nossas ideias e pensamentos, mantendo naquele momento uma importante conexão com as emoções atreladas a essa fala.


Essa conexão permite uma identificação e aprendizagem de como nosso corpo sente e reage a determinadas situações e de como podemos lidar com elas, sendo essa uma parte essencial do processo de cuidado com nossa saúde mental. Quando falamos o que sentimos de forma genuína em um espaço de acolhimento, terapêutico e seguro, como na psicoterapia, temos a oportunidade de ressignificar muitas memórias e eventos traumáticos, uma vez que o resgate dessas memórias se dá por um processo de reconstrução: reconstruir memórias sobre outros pontos de vista podem curar feridas emocionais, ressignificando-as.


Não podemos mudar os fatos do passado, mas podemos alterar a forma como nos sentimos em relação a ele no nosso presente. E é por isso que a fala pode ser tão poderosa! Cada vez que temos a oportunidade de expor algo doloroso e acessar nossas vulnerabilidades, temos a chance de diminuir essa carga emocional e a maneira como ela nos afeta, a partir desse contato e troca com o outro que nos acolhe.


Falar é cuidar. Por isso, escolha boas relações que possibilitem essa abertura emocional. E caso necessário, busque sempre ajuda profissional.




 
 

    Carina Sá 

    Psicóloga e Gestalt-Terapeuta

    CRP - 01/19613

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